Acervo Galeria de Arte

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M. Cavalcanti

Artista visual & arquiteto urbanista: ,M. Cavalcanti. (Oswaldo Maranhão Cavalcante Jr. Natural de Uberlândia-MG). Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Católica de Goiás – PUC.
CALIGRAFIAS URBANAS (Texto: Crítico de arte Marcus Lontra Costa, apresentação da exposição individual realizada em 2013 na Época Galeria de Arte de Goiânia-GO).

Uma das principais funções da arte é revelar aquilo que nunca foi visto. Ver, portanto, é uma constante descoberta de verdades até então camufladas. Graças à arte somos capazes de interpretar códigos específicos da visualidade num sofisticado esquema de signos e símbolos, abstrações e concretudes. No mundo moderno o cubismo ampliou a capacidade de compreensão de um vasto aparato de sinais que hoje nos permitem entender códigos de comunicação do nosso dia a dia, desde os sinais de trânsito a iconografia urbana presente por toda a parte. A sociedade contemporânea nos faz caminhar pela cidade como se ela fosse um espaço sem tempo e sem identidade. Seguimos por ruas e avenidas, passamos por casas e terrenos vazios, muros, cercas e jardins, cada qual com a sua verdade, com o seu mistério, com a sua história.
M. Cavalcanti caminha pela selva urbana com o olhar curioso e investigativo do artista. Como um cientista, ele delimita campos de ação, desenvolve teorias, pesquisa espaços e formas, seleciona elementos de análise a fim de dissecar e estruturar características específicas do objeto em questão. Como criança, ele examina cada canto, cada objeto com a curiosidade do olhar revelador, da descoberta encantada de uma verdade que se desnuda quando se tem a mente, os olhos e o coração abertos para o inusitado e o surpreendente. O artista vê na urbe uma floresta repleta de histórias. Cada muro da cidade revela uma profusão de cores, formas e matérias numa curiosa simbiose entre a ação humana e o acaso, permeadas pela implacável ação do tempo. São impressões, mapas, registros, mantos, sudários que fazem de cada superfície pintada uma espécie de palimpsesto contemporâneo.
Garimpeiro, M. Cavalcanti seleciona, elege e edita formas e imagens obliteradas pelo tempo e pela velocidade do mundo contemporâneo. Esse é o papel da arte: tornar visível e atribuir valor
a algo que se esconde em meio à multidão. Não se trata, entretanto, de uma simples apropriação de imagens abandonadas, pois o artista as percebe como pedra bruta a ser lapidada, depilada, decifrada. Para tanto ele se utiliza de uma técnica sofisticada, na qual processos pictóricos, camadas e camadas que velam e revelam imagens e os fantasmas dessa imagem, dialogam com a incisão da linha, do desenho, do gráfico que organiza e define o espaço da arte. Essa relação entre o desenho e a pintura que artistas como Francis Bacon e Iberê Camargo levam ao extremo da tensão e violência, adquire aqui, uma clara e determinada vontade de harmonia e diálogo. Nesse sentido as pinturas do artista podem ser sintetizadas por esse compromisso inequívoco de harmonizar situações pretensamente antagônicas. Assim a obra encontra consonância com o éclat da urbanidade sem perder referências à paisagem local, tons terrosos e avermelhados característicos do interior brasileiro. Ao mesmo tempo elas dialogam com a história da pintura ocidental recente e incorporam elementos da visualidade indígena e africana. É essa pintura carregada de belezas ambíguas e simbioses culturais que dá pertinência, valor e qualidade à obra do artista.
Marcus de Lontra Costa
Crítico de Arte

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS:
2013- “Caligrafias Urbanas”. Época Galeria de Arte. Goiânia-GO.
2008 – “Germinação em Paralelo”. Nova André Galeria. São Paulo-SP.
2007 – “Cinco Olhares”. Confraria
1986 – “Créations D’Après”. Performance Galeria de Arte. Brasília-DF.
1985 – “VÔO”. Rastro Galeria. São Paulo-SP.
1985 – “Araras Imaginárias”. Multiarte Galeria. Goiânia-GO.
1984 – Museu Municipal de Belas Artes. Municipalidad de La Plata. Buenos Aires-Argentina.
1984 – “Pássaros e Peixes”. Fundação Cultural do Distrito Federal. Galeria do Teatro Nacional. Brasília-DF.
1982 – Galeria Contemporânea. Rio de Janeiro-RJ.
1981 – Galeria Vale do Araguaia. Apoio FUNARTE. Rio de Janeiro-RJ.
1981 – Galeria de Arte Paulo Araújo. Goiânia-GO.
1980 – Galeria Frei Nazareno Confaloni. Fundação Cultural de Goiás. Goiânia-GO.

EXPOSIÇOES CLETICAS:
2012 – MAB. Dialogos da Resistencia. Museu Nacional de Brasilia – DF.
2011 – Dialogo da “ARTE CONTEMPORANEA”. Ava Galeria. Helsinki – Finlandia.
2011 – “CAFE NAS CORES TROPICAIS”. Ava Galeria. Helsinki – Finlandia.
2011 – Feira de arte. Ava Galeria. Carrocel du Louvre. Paris – França.
2010 – Coletiva “Dreams and Observations”. Frimont Gallery. South Pasadena-CA.
2007 – Coletiva “Abstração Agora”. Nova André Galeria de Arte. São Paulo-SP.
2002 – Ia Panorâmica Goiânia de Arte. Espaço Cultural STJ. Brasília-DF.
2001 – “Anatomia do Metal”. Época Galeria de Arte. Goiânia-GO.
2000 – Coletiva “Expo Milenion”- Canning House Gallery. Londres Inglaterra.
1990 – Saloon Prix Lucien Martial. Societ Internacional des Breaux. Art Grande Palais. Paris-França.
1997 – “21 Expressões…” Um Encontro. Coletiva Espaço Cultural Banco Central. Brasília-DF.
1997 – Projeto Galeria Itinerante. Scollay Square Gallery. Boston-MA-USA.
1997 – Galeria Virtual. Cores do Brasil Art Gallery. www.alphanet.com.br/coresbrasil. São Paulo-SP.
1996 – Leilão Expecial Pró-MASP. Escritório de Arte Renato Magalhães Gouveia. São Paulo-SP.
1996 – “A cor do Dinheiro”. Coletiva Espaço Cultural Banco Central. Brasília-DF.
1995 – Projeto Galeria Itinerante. 20 anos de Pintura. CEF-Apinajés. Goiânia-GO.
1994 – III Coletiva da Primavera. Embaixada da Colômbia. Brasília-DF.
1993 – “Coletiva Brazilian Art”. Vizcaya Museum. Miami-USA.
1992 – “ECO-92”. Fórum Global. Aterro Flamengo. Rio de Janeiro-RJ.
1990 – “BIAF 90”. II Barcelona Internacional Art Fórum. Espanha.
1990 – “Original Fine Art From Spain. The Caribbean. Central and South America”. Global Gallery. New Orleans-USA.
1989 – “GATU”. Coletiva Casa Grande Galeria de Arte. Goiânia-GO.
1989 – “Goiás, Un Regard Sur L’art Contemporain du Bresil”. Sale de Flore. Hotel de Ville. Dijon-França. 1988 – Coletiva “ARTEFATO”. São Paulo-SP.
1986 – “ Pintores Goianos”. Coletiva Mandala Galeria de Arte. Belo Horizonte-MG.
1985 – “16 Maneiras de Pintar em Goiás”. Época Galeria de Arte. Goiânia-GO.
1985 – Coletiva “Pequenos Formatos”. Multiarte Galeria. Goiânia-GO.
1984 – Menção Honrosa. “I Salão de Artes Plásticas”. MAG (Museu de Arte de Goiânia). Goiânia-GO.
1984 – Coletiva Centro de Artes de Divinópolis-MG.
1983 – Salão Cinquentenário de Goiânia. MAG (Museu de Arte de Goiânia). Goiânia-GO.
1983 – “Arte e Ecologia”. Museu Zoroastro Artiaga. Goiânia-GO.
1983 – IV Movimento de Artes do Centro Oeste. Centro de Convenções de Brasília-DF.
1982 – “ARTENOSSA”. Coletiva Centro Municipal de Cultura. Goiânia-GO.
1981 – III Movimento de Artes do Centro Oeste. Centro de Convenções de Brasília-DF.
1981 – V Salão de Artes de Pelotas-RS.
1981 – Medalha de Prata. I Salão de Artes da Câmara dos Deputados do Rio de Janeiro-RJ.
1981 – Medalha de Bronze. II Salão da Vila Militar. Rio de Janeiro-RJ.
1981 – Menção Honrosa. XIII Salão de Artes Plásticas da Barra da Tijuca. Rio de Janeiro-RJ.
1981 – V Salão da Primavera. Sociedade Brasileira de Belas Artes. Rio de Janeiro-RJ.
1981 – II Semana Ecológica do Estado de Goiás.
1980 – Revelação Novos Valores. Casa Grande Galeria de Arte. Goiânia-GO.

PRÊMIOS:
2016 – Prêmio aquisição Bienal do SESC. Brasília – DF.
1995 – Segundo Lugar. “90 Horas de Pintura Contemporânea”. MNBA (Museu Nacional de Belas Artes). Rio de Janeiro-RJ.
1994 – Segundo Lugar. “90 Horas de Pintura Contemporânea”. Park Shopping. Brasília-DF.
1993 – Segundo Lugar. “90 Horas de Pintura Contemporânea”. Park Shopping. Brasília-DF.
1984 – Menção Honrosa. “I Salão de Artes Plásticas”. MAG (Museu de Arte de Goiânia). Goiânia-GO.
1981 – Medalha de Prata. I Salão de Artes da Câmara dos Deputados do Rio de Janeiro-RJ.
1981 – Medalha de Bronze. II Salão da Vila Militar. Rio de Janeiro-RJ.
1981 – Menção Honrosa. XIII Salão de Artes Plásticas da Barra da Tijuca. Rio de Janeiro-RJ.

BIENAIS:
2016 – Prêmio aquisição. I BIENAL DE ARTE DO SESC – Brasília-DF
2012 – BELA. Biennial of European and Latin American Contemporary Art. Galeria do Palacio. Porto – Portugal.
2007 – “I Bienal de Brasília”. Faculdades Interligadas UPIS. Brasília-DF.
1993 – I Bienal de Arte Incomum Museu de Arte Contemporânea. Instalação ao Ar Livre. Goiânia-GO.
1988 – “I Bienal de Arte Contemporânea”. MAC (Museu de Arte Contemporânea). Goiânia-GO.

SALÕES:
1986 – IX Salão Nacional de Artes Plásticas. Centro-Oeste. FUNARTE. Museu de Arte de Brasília-DF.
1985 – VII Salão Nacional de Artes Plásticas. MAM (Museu de Arte Moderna) Rio de Janeiro-RJ.
1983 – Salão Cinquentenário de Goiânia. MAG (Museu de Arte de Goiânia). Goiânia-GO.
1981 – V Salão de Artes de Pelotas-RS.
1981 – V Salão da Primavera. Sociedade Brasileira de Belas Artes. Rio de Janeiro-RJ.

BIBLIOGRAFIA:
MENEZES, Amaury. Da caverna ao museu: Dicionário de Artes Plásticas em Goiás. Goiânia: Fundação Cultural Pedro Ludovico Teixeira, 1998.
SILVA, Antônio M. da. Dossiê de Goiás: Um perfil do Estado e Seus Municípios. Master Publicidade. Goiânia, 1996.
KLINTOWITZ, Jacob. O livro do Incomum. Prefeitura Municipal de Goiânia, 1993.Px;
MACHADO, Betúlia. Arte hoje: O processo em Goiás Visto por Dentro. Marco Zero. Rio de Janeiro, 1985.
LOUZADA, Júlio. Artes Plásticas: Seu Mercado seus Leilões. Inter/arte/Brasil. São Paulo, 1986.
Anuário Latino Americano de Las Artes Plásticas.

As obras de M. Cavalcanti aparecem no seguinte catálogo publicado pela Acervo Galeria de Arte.